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A Primavera e os olhos: cuidados a ter

Foto do escritor: Optica MuralhaOptica Muralha

Cerca de 20% da população mundial é afetada por alergias oculares, maioritariamente na superfície ocular externa. Agora que a primavera chegou, saiba mais sobre este tema no artigo seguinte.


Estas alergias, comumente chamadas de "olho vermelho", são geralmente acompanhadas com prurido e lacrimejo.

Existem ainda pessoas que relatam sensações de ardência, como se tivessem areia no olho, e ainda pouca lágrima, ou seja, sensação de olho seco.


Causas Prováveis


Podem ser provocadas por:

  • Meio ambiente;

  • Produtos cosméticos;

  • Medicações;

  • Fatores genéticos;

  • Produtos para Lentes de Contacto.


Claro está, que nesta altura de primavera, maioria das causas para as alergias são fatores relacionados com o meio ambiente, normalmente devido ao aumento de pólen no ar.


Formas clínicas de alergia


Na forma clínica existem 5 formas de alergia.


1 - Conjuntivite alérgica


É o tipo de alergia mais comum, manifestando-se em cerca de 70% das pessoas, sendo que, maioria das vezes, é acompanhada por sintomas de rinite.

Este tipo de alergia pode ser sazonal, relacionada com os pólenes ou então perene, relacionada com os ácaros do pó ou animais, agravando-se, este último, à noite ou ao levantar.


Sintomas mais comuns são o lacrimejo ou prurido.


 2 - Conjuntivite gigantopapilar


Esta está relacionada com as lentes de contacto, seja com a própria lente em si como com os conservantes de limpeza ou armazenamento.

Ao haver um manuseio impróprio destes materiais, agentes alergénios ou material proteico aderem ao material e acabam por trazer problemas a quem utiliza.


3 - Queratoconjuntivite vernal


Este tipo de doença, rara e grave, está diretamente ligada com a primavera/verão e afeta, na sua maioria, crianças e adolescentes.


Os sintomas apresentados são prurido intenso, fotofobia extrema e inflamação da córnea, provocando visão baça.


4 - Queratoconjuntivite atópica


Este é um tipo de doença que afeta maioritariamente os adultos, provocando pálpebras inflamas e crostas, sendo necessário um tratamento mais prolongado que o habitual.

Relacionado com esta doença, podem advir problemas como cataratas ou queratocone, sendo a alergia que provoca um maior risco de cegueira.


5 - Blefaroconjuntivite de contacto/tóxica


Quantas vezes, as nossas mães não nos diziam para não emprestar maquiagem a ninguém? Pois é! Este tipo de alergia está relacionado com isso mesmo, maquiagem (e não só).

Os produtos cosméticos ou alguns constituintes farmacológicos, apresentam toxicidades que podem afetar o olho, quando usados de forma repetida.


Alguns destes produtos de cosmética são:

  • Cosméticos oculares (por exemplo, eyeliners, lápis de olhos, entre outros);

  • Produtos capilares, para a face ou unhas, que ao serem transferidos para os olhos provocam sensibilização;

  • Armações ou parafusos metálicos presentes nos óculos, que podem originar algum tipo de alergia à volta da órbita ocular.


Tratamentos


1 - Evitar as causas


Uma das formas mais eficazes de prevenção é não se expor aos alergénicos.

Por exemplo, na época de março a julho (primavera), não nos devemos expor a pólenes ou gramíneas, devendo para isso:

  • Evitar cortar a relva ou andar ao ar livre, principalmente nas primeiras horas da manhã, em dias com muito vento ou demasiado secos.

  • Usar óculos escuros (com filtro ultravioleta).

  • Evitar a acumulação de pós e ácaros domésticos, principalmente durante o inverno.


2 - Medicação adequada


Fazer um tratamento adequado com anti-histamínicos (receitados por um médico) ajuda a aliviar e diminuir os sintomas provocados pelas alergias.

  • Anti-histamínicos tópicos de ação dupla e rápida, ajudam a aliviar de forma imediata os sintomas e ajudam, ainda a diminuir a libertação dos mediadores inflamatórios.

  • Os corticosteróides tópicos são também eficazes na alergia ocular, suprimindo a inflamação. No entanto, utilizar este tipo de tratamento, tem que ser de forma muito cuidadosa, por curtos períodos de tempo e sempre acompanhado por um oftalmologista, pois existe um atraso na cicatrização da córnea, aumentando o risco de glaucoma, cataratas e imunossupressão local.


     

 
 
 

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